Esta
manhã o tempo estava chuvoso, havia vento e o céu estava coberto de nuvens.
Antes de ter começado a escrever dei um passeio pelo jardim. Gosto de observar
as árvores, a relva, as flores, todo o conjunto dá-me uma sensação de calma
interior. Junto
de mim estava o Óscar, o meu fiel amigo de quatro patas que me acompanha para
tudo o que é lado. Quando ainda era cachorro dei-lhe o nome de Óscar porque do
conjunto das várias raças que possui, a raça cocker destaca-se, fazendo-me lembrar um distinto escritor inglês.
Tem pêlo preto em grande parte do corpo, semelhante a uma espécie de smoking. No peito o pêlo branco, lembra uma camisa branca a condizer com a restante
fatiota. Para não destoar na indumentária as patinhas pretas são matizadas de cor branca. Enquanto eu caminhava no jardim esta manhã, o Óscar
saltitava ao meu lado, querendo atenção, mas o meu pensamento estava longe…
Parei junto das buganvílias, deliciando-me com a sua cor, umas amarelas, outras
cor-de-rosa, que no conjunto conferem ao jardim uma decoração muito aprazível.
Acariciei os pequenos troncos, em jeito de cumprimento. Desde que
despontam e até que morrem as plantas e as árvores estão sempre paradas no
mesmo sítio. As suas raízes estão enterradas no chão, enquanto, procuram, o céu
em função da luz. Esperam no mesmo local pelo sol e pela chuva, passam de uma
estação para outra, até ao dia em que deixam de viver. Podia-se pensar que nos
humanos as coisas, também se passam um bocadinho assim, mas, não, ao contrário de outros seres vivos que estão totalmente, dependentes, dos ciclos da natureza, os
humanos têm características únicas, têm sentidos que permitem interagir com o
mundo exterior. Durante o percurso de vida, irão se deparar com múltiplos caminhos. Várias são as estradas que se abrirão diante de nós. E, quando não soubermos, por qual caminho optar, não devemos nos precipitar na escolha. Devemos nos lembrar que uma árvore com muita ramagem, mas, com curtas raízes é, facilmente, derrubada na primeira rajada de vento.sábado, 14 de abril de 2012
Estados d'alma
Esta
manhã o tempo estava chuvoso, havia vento e o céu estava coberto de nuvens.
Antes de ter começado a escrever dei um passeio pelo jardim. Gosto de observar
as árvores, a relva, as flores, todo o conjunto dá-me uma sensação de calma
interior. Junto
de mim estava o Óscar, o meu fiel amigo de quatro patas que me acompanha para
tudo o que é lado. Quando ainda era cachorro dei-lhe o nome de Óscar porque do
conjunto das várias raças que possui, a raça cocker destaca-se, fazendo-me lembrar um distinto escritor inglês.
Tem pêlo preto em grande parte do corpo, semelhante a uma espécie de smoking. No peito o pêlo branco, lembra uma camisa branca a condizer com a restante
fatiota. Para não destoar na indumentária as patinhas pretas são matizadas de cor branca. Enquanto eu caminhava no jardim esta manhã, o Óscar
saltitava ao meu lado, querendo atenção, mas o meu pensamento estava longe…
Parei junto das buganvílias, deliciando-me com a sua cor, umas amarelas, outras
cor-de-rosa, que no conjunto conferem ao jardim uma decoração muito aprazível.
Acariciei os pequenos troncos, em jeito de cumprimento. Desde que
despontam e até que morrem as plantas e as árvores estão sempre paradas no
mesmo sítio. As suas raízes estão enterradas no chão, enquanto, procuram, o céu
em função da luz. Esperam no mesmo local pelo sol e pela chuva, passam de uma
estação para outra, até ao dia em que deixam de viver. Podia-se pensar que nos
humanos as coisas, também se passam um bocadinho assim, mas, não, ao contrário de outros seres vivos que estão totalmente, dependentes, dos ciclos da natureza, os
humanos têm características únicas, têm sentidos que permitem interagir com o
mundo exterior. Durante o percurso de vida, irão se deparar com múltiplos caminhos. Várias são as estradas que se abrirão diante de nós. E, quando não soubermos, por qual caminho optar, não devemos nos precipitar na escolha. Devemos nos lembrar que uma árvore com muita ramagem, mas, com curtas raízes é, facilmente, derrubada na primeira rajada de vento.sexta-feira, 6 de abril de 2012
Vesti-me de azul
Demorei
30 anos, parece muito tempo mas, na realidade, recordo como fosse ontem... Tudo se
passou quando tinha 9 anos e estava preparada para realizar a Primeira
Comunhão e não compareci na Igreja, porquê? Porque o preconceito social em finais
dos anos setenta ainda impunha que as meninas nestas ocasiões, fossem vestidas
de branco e eu não tinha o tal vestido... Certamente que podia ter ido na
mesma, desafiando os cânones da época mas não tive coragem de ir lá sozinha. Nenhum adulto da minha casa se disponibilizou para me acompanhar.
Afinal, eu desde cedo, tinha frequentado a catequese por livre e espontânea
vontade. Na infância percorri ano após ano, os ritos para
receber o sacramento e, quando chegou o dia, num domingo de manhã, eu não
fui...foram precisos 30 anos para voltar! Mas, ontem, 18/05/2008, a menina de
"9 anos", esteve comigo, radiante na Igreja e, desta vez fomos ambas vestidas
de azul, a minha cor favorita! Sem, qualquer tipo de critica associada, muitas
pessoas estavam vestidas a rigor, como há 30 anos atrás, eu estava vestida como
todos os dias, apenas desta vez, não receei o olhar dos outros, nem outro qualquer
preconceito. O meu "eu" de 9 anos foi levado pela mão do "eu"
de 39, ambas com um sorriso estampado no rosto elucidativo de um
grande sentimento de Felicidade. Este dia perdurará na minha memória como um
dia muito emotivo, como teria sido há 30 anos atrás, mas desta vez, será
recordado pela concretização de um desejo antigo! Parafraseando a minha catequista, a
Helena, uma mulher inteligente que me descodificou saudavelmente, muitas
imagens da Bíblia e, também, me mostrou o lado positivo da Igreja Católica:
"o Tempo de Deus, não é o tempo dos homens"! Palavras às quais eu, acrescento, cada um de nós deve fazer o
melhor que sabe para viver bem e fazer o bem, todos os dias são dias de
escolha, entre o bem e o mal. Se Deus nos criou à sua imagem e semelhança não
pode como Pai que ama os filhos nos ver tristes, nem tão pouco infelizes ou
mesmo nos penalizar, aceita-nos como nós somos. Os homens, esses, sim, pela sua
pequenez arrogam-se a um poder julgador que não possuem! Acredito que não há
Deus à medida dos homens, nem um Deus castigador, quem, efetivamente, julga os
nossos actos é a nossa consciência, pelo que todos os dias fazemos escolhas.
Ontem, o primeiro beijo de felicitação veio da minha mãe, aquele momento foi muito
nosso, seguiram-se outros, da restante família, onde se incluem os meus queridos
filhos, mas, efetivamente, aquele beijo da minha mãe foi muito especial, pois
agora, estamos ambas em Paz!
18 maio de 2008
sábado, 31 de março de 2012
Caminhos
Na vida devemos estar preparados para recomeçar todas as vezes as necessárias! Mesmo quando a vida insiste em nos pregar partidas, devemos aceitar determinados infortúnios, que embora, não sejam desejados, não podem impedir de continuarmos a avançar no caminho escolhido. O segredo passa por reunir as energias e obrigar a nós próprios a avançar em frente, sem ficarmos presos a um determinado passado. Podemos sempre que desejarmos visitar as memórias dos tempos idos, preferencialmente, dos tempos felizes, sem saudosismos. O futuro somos nós que o construímos nas nossas ações diárias e nos caminhos que delineamos seguir, agora no presente. Nem sempre o sucesso estará garantido mas valerá sempre a pena lutar por determinado objetivo do que ficar à espera que algo aconteça, sem que tenhamos realizado alguma interferência durante esse percurso. Seguramente, que ao longo da vida algumas das nossas opiniões, alguns dos caminhos traçados, não serão bem aceites por outras pessoas e, nessas ocasiões aconselha-se a ponderação e refleção sobre os prós e os contras antes de uma tomada de decisão. No entanto, Acreditar em nós próprios é primordial, porque algumas das rejeições (porque são desprovidas de fundamento) devem ser apelidadas de meros contratempos à persecução das nossas metas. Acredito, para a frente é sempre o caminho!
sábado, 17 de março de 2012
Por todos os abraços (que não existiram)
Só consigo entender o acidente de viação ocorrido dia 14/03/2012, na região suíça de Valais e que vitimou 22 crianças e 6 adultos, caso o céu necessite de estrelas para iluminar a noite!
Como calar o grito incrédulo face à terrível tragédia, se por mais alto que ele seja, não consegue no peito silenciar a dor!
Como enxaguar as lágrimas do rosto se estas teimam em não parar de correr?
O céu devia estar mesmo a precisar de estrelas ….Como enxaguar as lágrimas do rosto se estas teimam em não parar de correr?
Por todos os abraços que estas crianças e adultos não deram às suas famílias no regresso a casa, resta pensar que lá do alto, no céu, se acenderá uma estrela por cada um, para confortar nas noites estreladas os corações de todos aqueles que agora sofrem na Terra com a sua partida…
sábado, 10 de março de 2012
Escolhas
Há que saber defender os nossos pontos de vista, com a consciência que outras posições diferentes da nossa foram, igualmente, respeitadas. Nem sempre dispomos do tempo necessário para analisar convenientemente, todos os ângulos das questões. Somos colocados à prova em diversas situações e aprendemos a superar os circunstancialismos com as ferramentas disponíveis. A experiencia de vida, pode em alguns casos, antecipar cenários futuros e a procura pela Verdade pode resultar num caminho pouco linear para se percorrer. É no entanto, a nossa noção de respeito e lealdade, que irá dar à consciência a paz necessária, para assumir com dignidade o corolário dessas escolhas …
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