Não hesitaria um minuto em seguir os teus passos. Como não poderia de resto faze-lo? Em tantos dias num silêncio que por vezes me pareceu ensurdecedor ansiei por um amor como o nosso. Decerto só poderia dar valor ao presente se no passado tivesse conhecido de perto o sofrimento. E, se assim foi, fico feliz por todas as lágrimas que derramei e por todos os desencontros que tive para chegar até aqui. Pouco me importam os terrenos que desbravei ou, mesmo os obstáculos que encontrei pelo caminho. O que importa é que cheguei onde sempre quis estar e quero guardar para sempre todos os segundos junto de ti. Sinto o coração apertado só de pensar que o nosso amor um dia possa acabar… seguir-te-ia para onde quer que fosses. Mesmo que me digas que não tens para onde ir… digo-te que podemos ir juntos até ao fim do mundo. Os meus dias só fazem sentido se estiveres a meu lado. Não imagino sequer acordar pela manhã e ao abrir os olhos não encontrar o teu rosto. Ficas a saber que às vezes quando o sono teima em chegar Agradeço em silêncio por estares comigo. São tantas as pequenas coisas onde te encontro que nunca mais me senti só. Não quero lamentar pelos anos que deixamos passar, privando os sentimentos, castigando as emoções de viverem um amor como o nosso. Aprendi que tudo tem uma hora para acontecer. A soma dos dias são aprendizagens e tudo acontece quando tem mesmo de acontecer. Quero acreditar que nada perdemos, antes pelo contrário a vida encarregou-se de mostrar o real significado da palavra valor. Pelos dias de ausência, pelos silêncios de outrora quero que os nossos dias sejam todos eles preenchidos com palavras e afectos. Vem, Amor, abraça-me forte… mostra-me o teu calor que eu desejo entregar-me nos teus braços de corpo e com alma.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Professor Manuel Lima
Dia
8 de fevereiro de 2014 foi um sábado deliciosamente diferente. Sabia-o
antecipadamente desde que retirei da minha caixa de correio o convite do
professor Manuel Lima alusivo à comemoração dos seus 25 anos como escritor e
investigador do riquíssimo património natural do concelho do Seixal.
Simultaneamente, ele presenteou todos os participantes com o seu mais recente
livro intitulado "A Vida Entre Marés". Foi pequeno o auditório no
Moinho de Maré de Corroios para acolher todos aqueles que desejaram expressar
gratidão, admiração a este grande professor, investigador e, principalmente ao
ser humano que é! É com aquela facilidade de retórica que se conhecessem aos
grandes mestres que o professor Lima prendeu a atenção de toda uma plateia
rendida aos seus conhecimentos. Seguramente que nunca lho disse pessoalmente
mas escrevo-o agora o Professor Manuel Lima é um ser humano extraordinário!
Consegue sem esforço aliar a sua inteligência com as características mais
nobres de uma pessoa: modéstia, simplicidade e amor. Comoveram-me as palavras
da sua filha Sílvia durante o discurso quando a ele se referiu dizendo «o meu pai
faz tudo por amor». Outras histórias que a filha Sílvia compartilhou com todos
os presentes espelham bem a entrega e a dedicação das muitas horas de trabalho
em prol da investigação do património natural e ambiental da Península de
Setúbal. O professor Manuel Lima meio a brincar dizia-se surpreendido pela sala
onde decorreria a comemoração dos 25 anos estar cheia. Esta manifestação de
reconhecimento em nada me surpreendeu, muitos, tal como eu, quiseram desta
forma homenageá-lo pelo mérito do seu trabalho. O professor Manuel Lima fez
carreira como docente do ensino oficial secundário. Paralelamente em
colaboração com a Câmara Municipal do Seixal fez chegar junto do grande público
várias publicações sobre o património natural e histórico deste concelho. Não
me lembro ao certo como travei contacto com o professor Lima. Creio que tal
inicio se fique a dever a uma simples troca de cumprimento matinal ou de outro
período do dia. No entanto com certas pessoas é muito fácil estabelecer
automaticamente uma relação afetuosa e foi isso que aconteceu. Todos nós em
minha casa nutrimos um carinho especial por ele e pela sua família. Já faz
alguns uns anos quando convidou a mim e aos meus filhos para conhecermos a sua
coleção privada de fósseis e com a mestria de um professor foi-nos explicando a
origem e o nome de cada vestígio do passado. Não saímos da sua casa sem que
antes ele tivesse presenteado a minha filha adolescente com alguns dos fosseis
sobrantes da sua vasta coleção. Os fósseis foram guardados cuidadosamente até
hoje numa caixa de madeira de modo a preservar a integridade do achado. Noutra
ocasião chamou-me para me oferecer um pequeno Dragoeiro. Depois de este ter
passado uma temporada num vaso foi transplantado com sucesso para um canteiro
definitivo onde presentemente ostenta um porte maior em altura. Com certeza que haveriam outras pequenas histórias dignas de registo destes seis anos que levo de convívio com este grande homem, contudo, prefiro terminar o texto com o sincero desejo que o professor Lima continue a presentear todos com mais livros os quais considero autênticas ferramentas pedagógicas para quem deseja aprofundar os conhecimentos sobre o vastíssimo património natural que nos rodeia.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Amor incondicional
Para alguém muito especial…
Confesso
que tenho tanto medo de te perder... Já alguns dias que olho o teu rosto e
comento com outros o quanto envelheceste. O pior é que me habituei a uma imagem
e durante anos fui recusando ver os traços no teu rosto cada vez mais
profundos. Sabes às vezes isto acontece para nos defendermos da dor da
inevitabilidade… a bondade, a melhor característica que te define, continua
inalterável ao longo dos tempos. Por tudo isto que acabei de escrever e por
muito mais, considero que as pessoas como tu deviam viver para sempre. Nem
tenho a certeza se irás ler este texto, mas isso pouco importa, acho que até me
protege devido à minha inabilidade em lidar com algumas emoções. Ainda, para
mais palavras como estas, sentidas, carregadas de sentimentos de amor
incondicional. Já me perguntava quando iria escrever um texto sobre ti…e, como
sempre, tudo acontece, quando tem de acontecer. Definitivamente hoje era o dia…
confidencio que esta manhã (bem cedo, para uma manhã de sábado) o meu
filho mais novo decidiu ver um filme infantil em vídeo que retratava muito dos
sentimentos que sinto por ti. Imagina tu que até o personagem “Vítor” tinha
semelhanças físicas contigo. Mas foram as outras características, aquelas que
não se veem, mas que se sentem, que despoletaram a minha vontade de te
agradecer por teres estado connosco quando eras necessário. Tenho cada vez mais
a certeza que os maiores tesouros da vida não são aqueles que o dinheiro pode
oferecer, mas a riqueza de amar e sermos amados! Poderia continuar alongar-me
nos elogios porque numa pessoa como tu, é bastante fácil, prefiro, no entanto, finalizar
a dedicatória, desejando que continues na nossa vida por muitos e muitos anos!
domingo, 19 de janeiro de 2014
Almoço de domingo
Na
minha infância a manhã de domingo tinha um toque de magia. Gostava que os dias
da semana corressem para chegar ao fim-de-semana. Lembro-me de fazer planos
logo no primeiro dia da semana para que todo o tempo de sábado e domingo fossem
bem aproveitados pelas brincadeiras. Quando não tinha companhia para as
brincadeiras entretinha-me com qualquer coisa... às vezes, até
as molas da roupa ganhavam vida e adquiriam
formas de pessoas. Em cima da minha cama de dormir os cobertores eram cuidadosamente
moldados com aquilo que eu chamava de carreiros para que as pernas das molas da roupa pudessem
passar. E, podia ficar assim, a brincar sozinha, dando asas à imaginação, sem ter
a noção das horas a passarem. Mas era sem dúvida o almoço de domingo o que mais me
fascinava! Todo aquele ritual que antecedia a hora da refeição. Cada membro da família
contribuía para o almoço de domingo com uma determinada tarefa, embora coubesse
sempre à mãe a preparação da refeição. Ao domingo a mãe sem ter aquela pressa dos
minutos contados da semana, confecionava quase sempre uma iguaria mais elaborada.
A magia de uma manhã de domingo aumentava se houvessem convidados para o almoço.
Desde que houvesse um significativo número de convidados, o prato escolhido
para confecionar, era quase sempre mesmo: o tradicional, cozido à portuguesa! Nem
sempre esta escolha agradava ao palato de todas as idades. Eu, a minha irmã e,
os primos, quase sempre reclamávamos por um bife com batatas fritas, sem que a iniciativa tivesse muito
sucesso. Havia sempre um adulto que nos informava se não “gostássemos” de comer
por exemplo a “carne de porco” podíamos comer a carne de vaca ou mesmo o frango
cozido que normalmente nos era colocado no prato carinhosamente pelas nossas mães. O
ritual da confeção da refeição na cozinha também era agradável de se observar. As
cozinheiras iam colocando os ingredientes nos tachos e panelas, enquanto falavam
de assuntos que só às mulheres diziam respeito. Os homens arredados das tarefas
domésticas aproveitavam o tempo antes do almoço para conversarem quase sempre de futebol.
Gostava de assistir à conversa de uns e de outros, até a dado momento ser interrompida
pela minha mãe que me incumbia como filha mais velha da tarefa de pôr a mesa, com
a ajuda dos irmãos mais novos que ajudavam no que podiam. À hora marcada, muito
perto da uma da tarde, dava-se, então, ao início do almoço de domingo, em família,
que se prolongava pela tarde fora...
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
A Travessia
«Em busca de uma segunda oportunidade, Anthony fará uma jornada de redenção e encontro com o seu verdadeiro ser. A Travessia de WM. PAUL YOUNG»
Todos
temos muralhas que crescem no nosso interior! Cabe a cada um de nós tratar do
terreno interior para que seja fértil e, permita nele existir, ao invés de
muralhas, um lindo jardim! As muralhas a que me refiro foram magistralmente descritas
no livro “A Travessia” de WM. Paul Young. Possivelmente, este foi um dos
melhores livros que li! Terminei, hoje, 27 de dezembro de 2013, a leitura das
300 páginas com lágrimas a escorrem-me dos olhos sem que as pudesse evitar. Ao
mesmo tempo fui invadida por um turbilhão de sentimentos que foram desde a alegria
até à saudade. Já é longa a mania de escrever na contracapa ou nas páginas sobrantes
dos livros que leio. Este exercício permite-me guardar para memória futura um comentário
ou desabafo sobre a leitura finda. Possivelmente esta é uma das razões para não
emprestar os livros a outras pessoas, por conterem aspetos íntimos da minha
alma, que não desejo partilhar. Porém, desta vez, contrariando o habitual, nada
escrevi! Preferi partilhar as palavras iluminadas deste autor (não o conhecia).
Confidencio, também, que, possivelmente, dada a riqueza da mensagem, voltarei a
reler o livro, de modo a compreender melhor alguns dos ensinamentos. Sublinhei algumas frases que a mim me pareceram dirigidas.
Desde o início da leitura considerei que o autor só podia ter escrito todas
aquelas palavras se estivesse em Comunhão com Deus. É incrível o fio condutor
da história, a forma como o autor articula as frases entre capítulos, prendendo
a atenção do leitor desde o início até final do livro. Realmente existem pessoas
raras com o propósito de guiarem outras almas perante as encruzilhadas
terrenas. Durante a leitura do livro foram inúmeras as vezes que me senti esmagada
com a força das palavras de WM. Paul Young. A leitura foi demorada, foi
realizada aos “pedacinhos”, entre viagens de transportes públicos casa-trabalho.
Houve alturas durante a leitura, refira-se com esforço, reprimi algumas das
emoções que sentia em determinadas passagens do livro. O estado de espirito ia variando
de acordo com ação das personagens entre a alegria, tristeza, esperança,
arrependimento e a redenção. Mas o que importa ressalvar é a mensagem de Amor que
o autor transmite e, enaltecer o poder da Oração que norteia toda a narrativa. Podia
fazer inúmeras citações das palavras que me tocaram, no entanto, muito do que
atrás escrevi, poder-se-á resumir nestas frases: « – A confiança implica
riscos, (…), e há sempre riscos nas relações. Mas sabes uma coisa? Sem as relações
entre pessoas, o mundo não faria sentido. Algumas relações são mais complicadas
do que outras, algumas duram pouco, outras são difíceis e poucas são fáceis,
mas todas são importantes. » - Aconselho a leitura!
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