Como
foi possível outros escrevessem sobre nós? Li as frases uma a uma e depois cada
parágrafo. Eu que pensava que aquele momento só a nós pertencia... Mas
agora até o mais ínfimo pormenor foi revelado. Quem de nós dois foi incauto e
permitiu que outros captassem a nossa magia? Estaríamos os dois tão distraídos
que perdemos a noção que uma multidão nos observava? Neste preciso momento
recordo que as palavras até foram parcas e nem sei mesmo se elas chegaram a
existir. Como foi então possível que alguém escrevesse sobre nós? Que
individualidade essa tão sensível que captou a intensidade daquele momento?
Como terá conseguido tamanha proeza? Foi através do brilho dos nossos olhos que soube as palavras que guardavamos no coração? Durante séculos só de fugida e, apenas
em momentos furtuitos voltei em pensamento ao mesmo lugar na tentativa de
vivenciar as emoções sentidas. Contínuo inquieta e com demasiadas interrogações
a pairarem na alma. Será que foi o calor que emanou dos corpos que permitiu que
outros soubessem de nós? Sempre que a dor da saudade bate mais forte, volto
sozinha ao lugar de onde não devia ter saído para contigo ficar. Mesmo quando
partiste para um lugar que desejo melhor continuei-te a sentir,
como se a tua viagem nunca tivesse ocorrido. Não podendo ter partido contigo
porque a vida continuou queria que aquele instante de magia só a nós dois
pertencesse. Por isso revi nas páginas de um livro que não fui eu nem tu que o
escreveu a imagem daquele instante que de tão nosso se perpetuou pelos tempos.
Tivesse eu escrito aquele capitulo as palavras não seriam outras mas iguais. O autor
de tão belas frases teve a arte e o engenho de se antecipar e descrever o amor
na sua essência universal. Embora eu quisesse ser egoísta para que no mundo
ninguém soubesse de nós, descobri que as emoções se transcendem e, não se
deixam aprisionar por ninguém. Também, talvez, por isso, os amores verdadeiros
sejam eternos e, vivem para além do tempo...
domingo, 25 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Tem dias...
Os
dias custam a passar. Em cima da mesa da sala, as peças de um grande puzzle
desfeito, ainda não ganharam forma. Sento-me confortável numa cadeira e chego à
conclusão que a dificuldade do meu puzzle está determinada tanto pela imagem
como pelo número de peças ao meu dispor. Penso na vida. A música ecoa pela
sala, mantendo-me conectada com os meus propósitos. Murmuro para mim que ainda
tenho umas quantas contas a ajustar, ao mesmo tempo que encaixo com mestria as
peças umas nas outras. A vida assemelha-se a um grande puzzle, quanto maior os interesses e desafios, mais tempo se
leva a
atingir o objetivo. Não me arrependo das minhas atitudes, porque procuro a sensatez
antes de uma tomada de decisão, no entanto, admito que tenho alguns pedidos de
desculpa a dar e, outros tantos a receber. Mas, essencialmente, só me preocupam
aqueles pedidos que tenho que fazer, assuntos alheios não me dizem respeito. Todos
os dias dou passos em frente para que a minha consciência se liberte das insignificâncias
da vida. Como habitualmente encontrarei o tempo e o lugar para clarificar
pensamentos. Se os minutos não demorassem tanto a passar, possivelmente, hoje seria
o dia para arrumar uns quantos assuntos... Mas, não tendo chegado o tempo certo,
continuarei, aguardar, com atenção, a sequência e formato das peças do puzzle da
vida que se repetem.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Conversando...comigo...
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